IRRESPONSABILIDADE
UM MAL NACIONAL
A propósito do adiamento para as calendas do infinito do famoso Centro Hospitalar da Beira e Interior, do distanciamento da Guarda, e do anuncio feito pelo Ministro da Saúde da constituição do Centro Hospitalar da Beira Baixa, reagiram os dois conselhos de maneira semelhante.
O Dr. Sanches Pires confessa que foi apanhado de surpresa e culpa terceiros pelo seu desaire.
Pelo mesmo diapasão alinha o Dr. João Gomes Director Clínico do Hospital da Covilhã.
Mas enquanto o primeiro diz que foram pessoas que de saúde não percebem nada, não tendo coragem de designar os culpados, atitude muito característica desta personalidade, já o segundo atribui as culpas às forças politicas, e mais diz: Oiçam os técnicos porque são eles que conhecem a realidade da região.
Tanto um como outro esquecem que foi precisamente a união das forças politicas, com as populações e os profissionais de saúde que fizeram que a Guarda conseguisse os seus objectivos.
Ao invés em Castelo Branco o CA perante a angustia da falta de informação, perante o constante pedido de que envolvessem os profissionais nas negociações, perante um movimento que se desenvolveu de defesa da dignidade e da saúde das populações, perante a frontal oposição ao modelo que o CA viria a designar, perante o secretismo das negociações que só viria a ganhar? O CA? E o resto da população a perder, manteve-se inflexível. SURDO, OBNOXIO, MEFITICO, AUTISTA.
Ao invés correndo tudo a seu contento na Covilhã não convinha levantar ondas que pudessem desviar o seu barco que tão bom rumo levava. Agora que está tudo estragado dizem que a culpa é dos outros. Soubessem eles negociar, soubessem eles trazer para as negociações os profissionais envolvidos, soubessem eles compreender o que as populações não só da Guarda mas de Castelo Branco as preocupavam, e teriam de ter uma outra atitude. Mas não tiveram.
Não é fugindo das responsabilidades como ambos os CA.s querem, não é sacudindo a água do seu capote, não é dizendo que nem sequer estavam lá que resolvem os problemas. Como se costuma dizer e com razão “ A CULPA EM PORTUGAL MORRE SEMPRE SOLTEIRA”.
Assumam as responsabilidades que vos cabe, façam a autocrítica que devem, e tomem as decisões que não nos levem a outro beco sem saída. Se actuarem assim, (e é assim que devem fazer as pessoas de bem, porque aqueles que raramente têm dúvidas e nunca se enganam são muito raros e certamente não sois vós) OUTRO GALO CANTARÁ.
Não há razões para desânimos nem descontentamentos. Que comece uma nova era onde de facto todos somos chamados a participar, envolvam-se os profissionais e as populações, actuem sem secretismo que só provoca desconfianças e angustias e o sol brilhará para todos nós.
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