domingo, 27 de maio de 2007

PODER TRAIÇÃO DIGNIDADE




PODER – Estava há uns dias a ouvir a antena um e perguntava uma psicóloga para outro psicólogo. Qual a atracão do poder? Porque é que algumas pessoas se agarram tanto ao poder?
-A resposta foi lesta. Só se agarra ao poder quem não sabe fazer nada, não tem imaginação, iniciativa nem capacidade de realização pessoal.
-Serão assim todos os políticos?
- Na política como em qualquer actividade teremos de tudo, desde o que crêem cumprir uma missão, esses não estão no lugar se não estiverem de acordo. Os que se aproveitam da politica para exercer influencias e enriquecer. Aqueles para quem apolítica é um jogo fascinante (os profissionais). E os descritos anteriormente.

TRAIÇÃO – Todos sabemos que este Ministro já teve atitudes destas vezes suficientes para que as pessoas não se admirarem. O que me admira é que as pessoas que com ele trabalham possam ficar surpreendidas com estas atitudes.
Não acredito que ao ver o Presidente do CA do Hospital Amato Lusitano tão sorridente ao lado do Sr. Ministro na Cidade da Guarda lhe passa-se pela cabeça que este iria anunciar a Criação do Centro hospitalar da Beira Baixa.
Repete-se a situação tantas vezes já conhecida deste Ministro. Que respeito, que confiança é que o Ministro teve pelo Presidente do CA de Castelo Branco que mal ou bem tanto penou e trabalhou pelo Centro hospitalar da Beira Interior?

DIGNIDADE – O Presidente da extinta Comissão Instaladora do Hospital Pediátrico do Norte, aqui à uns meses pediu a demissão porque o Ministro da Saúde anunciou sem o avisar que afinal o Hospital Pediátrico ia ficar distribuído por vários hospitais e não num único edifício conforme planeado.
Numa carta amplamente divulgada na imprensa, de uma dignidade e correcção exemplar este médico explicava porque não poderia ficar à frente de uma comissão que embora criada pela tutela não fora mais que um balão de ensaio deitado ao ar do Norte, e conforme surgiram as opiniões e influencias assim o Ministro decidiu, cedendo a estas pressões sem ter em conta minimamente nem o respeito, nem a ombreadade e trabalho que as pessoas que até ali tinham trabalhado na referida comissão.

As palavras que se o Presidente do CA de Castelo Branco, não deixam dúvidas a ninguém, foi apanhado desprevenido, não sabia minimamente o que se iria passar, ao contrário de outros, e numa reacção a quente e como é vulgar nele, atirou as culpas para cima dos outros, com um naufrago que para se salvar se agarrasse a outro afogando-o.


Ao dizer que as pessoas da Guarda se souberam unir ao contrário das de Castelo Branco, fala contra si o Presidente do CA, que como sabemos bem conseguiu uma união inédita e única de todas as pessoas e de todos os sectores partidários contra esta Administração.


Foi ele por isso o maior responsável pela divisão que grassou entre os trabalhadores do hospital internamente e pelo voltar de costas da população e das outras organizações ao hospital.


Ao invés de assumir esta responsabilidade que só a ele e aos seus colaboradores cabe, ao contrário de com dignidade assumir a derrota consumada do projecto do CHBI que segundo ele era o seu grande objectivo e por isso não se demitia, revela a doença aflitiva da cola à cadeira Presidencial, com as desculpas mais esfarrapadas que pode inventar.


Sr. Dr. Se quiser eu empresto-lhe a carta do Presidente da Comissão Instaladora do Pediátrico para perceber o que eu digo, e se quiser realmente unir as pessoas de Castelo Branco à volta de um projecto para o Hospital e que compreenda os trabalhadores do mesmo o Sr. Sabe muito bem o que tem de fazer.


DEMITA-SE

Nenhum comentário: