sábado, 13 de outubro de 2007

O TRIUNFO DOS PORCOS

O triunfo dos porcos

Em 1948 George Orwel editava o seu mais célebre livro “Animals farm”. Alegoria aos regimes totalitários especialmente o Soviético. Neste conto os porcos expulsam o dono da quinta e tomam conta do poder escravizando o resto dos animais tornando a exploração destes ainda mais dura e insuportável. Em português o livro teve o titulo “1984 o triunfo dos porcos”
A situação que vivemos no país e em especial neste Distrito de Castelo Branco e ainda mais no microcosmos do Hospital Amato Lusitano, fazem-me lembrar todos os dias este romance e o pouco aconselhável desinteresse do povo pelas provocações, insultos e perseguições de que são alvo quem não está de acordo com as politicas do Governo.

Sim nesta grande quinta, desde que Pórcrates o nosso primeiro porco tomou conta do poder, tem a obsessão de fazer cumprir todas as ordens sem que ninguém se lhe oponha ou manifeste. Foi vacinado pela passagem do governo do Porcguerres em que tudo era diálogo e comissões e nada se decidia. Levou a que quase se afogassem na própria pocilga e Porcgueres fugisse antes que o fizessem em chouriços.

Mas Pórcrates enjoado te tanto grunhido teve o cuidado de agora, ele que é o grande Estaline, escolher para seus colaboradores, os piores porcos da quinta. O que interessa é que não dialoguem, sejam carreiristas, prepotentes e de preferência que tenham ou tivessem problemas com a justiça e sejam medíocres. Estas condições são essenciais para que levem a cabo as ordens do grande Porco, porque assim podem mentir, espezinhar as mais elementares regras democráticas sem o mínimo rebuço de pungimento, até porque não sabem o que isso é.

Por aqui na nossa pequena quinta Amada Lusitanea calhou-nos na sorte os porcos aprendizes a Napoleão o grande. Porcespinho foi para director e o Outro Porctaliban para seu acompanhante. De tudo têm feito para tornar esta quinta num quintal, em que se viva o pior possível, tudo para mostrar ao grande Porcampos que eles são um tapete por onde Porcampos pode sempre pisar como o tem feito.

A actuação destes dois tem sido brilhante, destruíram estábulos, galinheiros e pombais, e incompatibilizaram-se com todos os animais da quinta. Salvaram-se os papagaios e hienas que lhes vão contar tudo o que se passa e se inventa.

Numa actuação nunca vista antes, exibiram toda hipocrisia, arrogância, prepotência e estupidez que só vemos a quem lidera, quando estão demasiado inseguros daquilo que estão a fazer, e como ignoram o funcionamento das várias áreas da quinta quando tentaram eles próprios tomar conta de tudo, o resultado foi tão mau que agora já distribuiriam os poleiros pelos vários galos que os espreitam sempre.

Mas quem sofre ainda mais que nós os animais que somos mortificados diariamente com a presença e ordens de tão pestilentos seres são as pessoas que recorrem à quinta para se tratarem e se vêm muitas vezes atiradas para a inoperância e incompetência a que estes pocilgueiros transformaram a quinta.

Como senão bastasse temos que a grande irmandade o P.S. (Porcos Sociais) tomou conta de todos os sistemas que nos podiam proteger infiltrando todos os porcos possíveis em sítios estratégicos de modo a que ninguém possa a eles recorrer sem que a sua queixa seja ignorada e o queixoso devidamente castigado.

Quanto ao grande Galo Escavacado da Silva está reduzido a isso mesmo. Canta mal e não alegra ninguém.

Mas caros amigos animais lutamos há tanto tempo que não vamos desistir agora. A luta continua os porcos para o chiqueiro e que não saiam de lá.

Deste humilde Rolo

P.S. por unanimidade dos animais da quinta reunida nos estábulos, decidimos passar à clandestinidade, e todos os escritos que fizermos a partir de agora serão anónimos para nossa segurança e daqueles que de nós dependem.

Vasco Juzarte Rolo

domingo, 22 de julho de 2007

VAI AO HOSPITAL AMATO LUSITANO? CUIDE-SE

BASTA POR FAVOR FECHEM O HOSPITAL AMATO LUSITANO ANTES QUE ALGUÉM MORRA.

Muitas vezes tenho criticado a administração deste hospital pela sua inapetência e arrogância que é própria dos abençoados ignorantes. Muitas em tom jocoso, outras em tom irado e algumas com irreverência indisciplinada. Tenho a consciência de que denunciei muitas vezes situações perfeitamente aberrantes que nunca vira num hospital.
Tenho também a consciência que hoje em dia no Hospital se vive num clima de terror e mau estar nunca sentido antes, a ponto de as pessoas que lá trabalham perguntarem se é verdade que existem câmaras televisivas e afirmarem que há escutas telefónicas.
Tenho também a consciência que foi este o clima que esta administração quis impor, e que é padrão da administração da actual tutela, basta lembrar o discurso do Primeiro Ministro ontem na assembleia que afirmou várias vezes que não tinha nada a aprender com ninguém.
Porém desta vez o estilo sério e de socorro.
Não para mim que não tenciono morrer lá, mas para os doentes que não têm culpa nenhuma das guerrilhas que semeou a corrente Administração por todo o Hospital e que actualmente põem em perigo a saúde de quem socorrer aos serviços do hospital.
Seja porque os conflitos não permitem o melhor ambiente e prestação de serviço,
Seja porque tudo tem que passar pela administração, que em vez de estabelecer regras prefere a vigilância revolucionária, demorando assim por vezes aquilo que seria despachado sem demora.
APELO a quem de direito porque os responsáveis pela a Administração mais uma vez fogem à sua responsabilidade e neste o acaso gravíssimo da Ortopedia. ( Atenção que o caso da apendicite que foi operada em Coimbra ainda não sabemos nada)
Li no jorna a reconquista que o Director do Hospital Amato Lusitano já tinha mandatado abrir um inquérito de averiguações para determinar responsabilidades. GRAVE ERRO.
AS RESPONSABILIDADES ESTÃO ATRIBUIDAS, SÃO DO DIRECTOR DE SERVÇO, QUE POR ACASO ATÉ É O DIRECTOR CLINICO DR. JOÃO FREDERICO. O que o Dr. Sanches queria concertada dizer é que era que se tinham que apurar as culpas.
No meu Serviço e sempre que houve reclamações enquanto fui Director de Serviço assumi sempre a responsabilidade, mesmo que o caso não fosse comigo e depois de apuradas as culpas, resolvia-mos os problemas. MAS ASSUMI SEMPRE EU A RESPONSABILIDADE.
Infelizmente REPONSABILIDADE parece ser palavra que a Administração só conhece para os outros.
O Dr. Sanches até pode ser um excelente administrativo, mas isto não tem nada a haver com administrador penso que ao nomearem o Dr. Sanches cometeram este grande lapso.

Vasco Rolo

terça-feira, 10 de julho de 2007

Hei-de ser a mulher tu amas e não te vou ligar nenhuma


Com esta frase acaba Almada Negreiros o seu fabuloso poema,” A Cena do Ódio”.

Veio-me à cabeça esta frase depois, de tudo o que se tem passado com a administração do Hospital e os clínicos, especialmente comigo.

Melhor que eu Almada exprime aquilo que sinto em relação aos nossos governantes e respectivos representantes, por isso aqui vos deixo um extracto do

MANIFESTO ANTI-DANTAS E POR EXTENSO

por José de Almada-Negreiros

POETA D'ORPHEU FUTURISTA e TUDO

BASTA PUM BASTA!

UMA GERAÇÃO, QUE CONSENTE DEIXAR-SE REPRESENTAR POR UM DANTAS É UMA GERAÇÃO QUE NUNCA O FOI! É UM COIO D'INDIGENTES, D'INDIGNOS E DE CEGOS! É UMA RÊSMA DE CHARLATÃES E DE VENDIDOS, E SÓ PODE PARIR ABAIXO DE ZERO!

ABAIXO A GERAÇÃO!

MORRA O DANTAS, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!

UMA GERAÇÃO COM UM DANTAS A CAVALO É UM BURRO IMPOTENTE!

UMA GERAÇÃO COM UM DANTAS À PROA É UMA CANÔA UNI SECO!

O DANTAS É UM CIGANO!

O DANTAS É MEIO CIGANO!

O DANTAS SABERÁ GRAMMÁTICA, SABERÁ SYNTAXE, SABERÁ MEDICINA, SABERÁ FAZER CEIAS P'RA CARDEAIS SABERÁ TUDO MENOS ESCREVER QUE É A ÚNICA COISA QUE ELLLE FAZ!

O DANTAS PESCA TANTO DE POESIA QUE ATÉ FAZ SONETOS COM LIGAS DE DUQUEZAS!

O DANTAS É UM HABILIDOSO!

O DANTAS VESTE-SE MAL!

O DANTAS USA CEROULAS DE MALHA!

O DANTAS ESPECÚLA E INÓCULA OS CONCUBINOS!

O DANTAS É DANTAS!

O DANTAS É JÚLIO!

MORRA O DANTAS, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!

O DANTAS FEZ UMA SORÔR MARIANNA QUE TANTO O PODIA SER COMO A SORÔR IGNEZ OU A IGNEZ DE CASTRO, OU A LEONOR TELLES, OU O MESTRE D'AVIZ, OU A DONA CONSTANÇA, OU A NAU CATHRINETA, OU A MARIA RAPAZ!

E O DANTAS TEVE CLÁQUE! E O DANTAS TEVE PALMAS! E O DANTAS AGRADECEU!

O DANTAS É UM CIGANÃO!

NÃO É PRECISO IR P'RÓ ROCIO P'RA SE SER UM PANTOMINEIRO, BASTA SER-SE PANTOMINEIRO!

NÃO É PRECISO DISFARÇAR-SE P'RA SE SER SALTEADOR, BASTA ESCREVER COMO DANTAS! BASTA NÃO TER ESCRÚPULOS NEM MORAES, NEM ARTÍSTICOS, NEM HUMANOS! BASTA ANDAR CO'AS MODAS, CO'AS POLÍTICAS E CO'AS OPINIÕES! BASTA USAR O TAL SORRISINHO, BASTA SER MUITO DELICADO E USAR CÔCO E OLHOS MEIGOS! BASTA SER JUDAS! BASTA SER DANTAS!

MORRA O DANTAS, MORRA!Mão.jpg (2277 bytes) PIM!

O DANTAS NASCEU PARA PROVAR QUE, NEM TODOS OS QUE ESCREVEM SABEM ESCREVER!

O DANTAS É UM AUTOMATO QUE DEITA PR'A FÓRA O QUE A GENTE JÁ SABE QUE VAE SAHIR... MAS É PRECISO DEITAR DINHEIRO!

O DANTAS É UM SONETO D'ELLE-PRÓPRIO!

O DANTAS EM GÉNIO NUNCA CHEGA A PÓLVORA SECCA E EM TALENTO É PIM-PAM-PUM!

O DANTAS NÚ É HORROROSO!

O DANTAS CHEIRA MAL DA BOCA!

MORRA O DANTAS, MORRA! Mão.jpg (2277 bytes)PIM!

O DANTAS É O ESCARNEO DA CONSCIÊNCIA!

SE O DANTAS É PORTUGUEZ EU QUERO SER HESPANHOL!

O DANTAS É A VERGONHA DA INTELLECTUALIDADE PORTUGUEZA! O DANTAS É A META DA DECADÊNCIA MENTAL!

E AINDA HÁ QUEM NÃO CÓRE QUANDO DIZ ADMIRAR O DANTAS!

E AINDA HÁ QUEM LHE ESTENDA A MÃO!

E QUEM LHE LAVE A ROUPA!

E QUEM TENHA DÓ DO DANTAS!

E AINDA HÁ QUEM DUVIDE DE QUE O DANTAS NÃO VALE NADA, E QUE NÃO SABE NADA, E QUE NEM É INTELLIGENTE NEM DECENTE, NEM ZERO!

E acabo como comecei com a Cena do Ódio.

Mas a minha vingança será a pior de todas !!!!!!

Hei-de ser a mulher que tu amas e não te vou ligar nenhuma

sábado, 30 de junho de 2007

ANTONIO ARNAUT À ANTENA 1

"A não ser que mude de nome, o PS deve ter preocupações sociais"

Manuel correia

O ministro da Saúde "está a tomar medidas que nunca a Direita tomou, porque não tinha coragem"O socialista que introduziu o Serviço Nacional de Saúde reconhece que o sistema carece de medidas de ajustamento, afectado que está pela procura desnecessária e o desperdício de recursos.

Nesta parcela da entrevista que hoje será emitida na Antena 1, António Arnaut insiste na tese de que o SNS constitui um instrumento de justiça social e acusa Correia de Campos de falta de sensibilidade. "A saúde não é aritmética", sustenta.JN/Antena 1 O seu modelo de Serviço Nacional da Saúde (SNS) é compatível com a actual situação económica do país?António Arnaut É compatível, mas antes deixe-me dizer-lhe que a existência do SNS é uma questão ética, de justiça social, antes de ser constitucional. Quero a justiça acima da lei. Mas enquanto a Constituição não for alterada, não se pode mudar o sistema.

A solidariedade, por estar na Constituição, deixou de ser conceito moral para ser juridico-constitucional. Qualquer acção social que se faça tem de ter em conta o princípio da solidariedade.Está a perder-se esse sentido de solidariedade? Este Governo está a perder...Não é só este governo; tem vindo a perder-se. As pessoas hoje aceitam coisas que não aceitavam. A ideia liberal de que tudo se compra e vende, de que a saúde pode ser uma mercadoria... Hoje fala-se nos doentes como clientes. Cria-se uma terminologia de mercado.

Mas não é a economia de mercado que me preocupa; é a vida ser um mercado.Está a mexer-se no sistema dizendo-se que é caro e que o país não o aguenta...Claro que há um problema de financiamento e que, se não forem tomadas medidas, há ruptura do sistema. Quanto mais procura, mais despesa. Resolve-se tomando medidas de ajustamento. Há alguma procura desnecessária. Como se combate?Depende sobretudo dos médicos. Têm de saber quando a procura é desnecessária e, nessa altura, não receitar. Frequento os serviços e sei o que se passa. Há sobretudo grande desperdício horas extraordinárias que se pagam e não se fazem, horários que não se cumprem... É um problema de organização e controlo.É. E até agora ninguém é responsável. Não tenho notícia de ter sido punido um chefe de serviços, um director hospitalar, um administrador por desperdício. É preciso responsabilizar toda a hierarquia. E há promiscuidade entre público e privado.

Antes de tomar medidas como a actualização de taxas moderadoras, deve atacar-se aqui. Há médicos dedicados e outros que só picam o ponto.É assim em todos os sectores.... Mas é preciso tomar medidas. E aceito pagar melhor a quem mais produz, premiar o mérito.
Aceita o conceito de produtividade na saúde?Aceito. É uma questão de justiça. O que está a ser bem feito neste momento na saúde?Já disse ao ministro Correia de Campos - de vez em quando faço declarações críticas e ele fica incomodado...Incomoda-se com facilidade...O grande defeito dele é porventura a sua grande virtude. É das pessoas que mais sabe de saúde em Portugal. Mas a saúde não é uma aritmética. E falta-lhe essa sensibilidade. Tem razão em 90% das medidas.

Quando fechou bloco de parto, fez bem, mas fez mal em Elvas, por uma questão de dignidade nacional, e em Mirandela. E fechou SAP, alguns bem, mas há um problema humano. Ele diz "O que faz um médico isolado, que custa muito ao Estado, se tem de conduzir muitas vezes um doente a um hospital central?". Mas esquece os casos em que a existência de um médico num lugar isolado dá uma garantia psicológica às populações. E isso tem de se pagar, porque é também uma questão de coesão social. O Estado tem de suportar os custos da interioridade, como suporta os da insularidade.

Essa parte humana escapa ao ministro, certos valores essenciais ao conceito de humanismo, que deve ser a doutrina-base do PS. Está a tomar medidas que nunca a Direita tomou, porque não tinha coragem e porque o PS, na Oposição, nunca permitiu.Dê um exemplo.As taxas moderadoras para os internamentos e as cirurgias, quando essa taxa, por definição, se destina a desencorajar a procura desnecessária. Não é uma decisão do doente, mas uma imposição do médico. O doente fica internado e ainda por cima paga! Isto não pode ser! É uma coisa absurda! Um ministro socialista não pode fazer isto. Mas fez. Por isso às vezes me sinto indignado.

A indignação é um direito constitucional e no PS sempre esse direito existiu.Tirando a sua voz, não se, ouviram críticas no PS.Porque as pessoas estão acomodadas. Politicamente, é correcto estar calado. Mas não é verdade. O Manuel Alegre falou, outras pessoas falaram... E sei o que se passa nas bases. Ainda há dias, numa reunião do grupo parlamentar, soube-se que alguns deputados disseram que há pouco PS no Governo. Estou de acordo. A não ser que mude de nome, o PS tem de ter algumas preocupações sociais. Ao menos, salvar o estado social, como aliás tem dito José Sócrates.

terça-feira, 26 de junho de 2007

REPUBLICA SOCIALISTA DE PORTUGAL

U. D. S. P.

UNIÃO DISTRITOS SOCIALISTAS DE PORTUGAL

Na próxima reunião de Concelho de Ministros, o Primeiro-ministro José Sócrates vai anunciar a nova proposta de revisão da constituição, já discutida na Comissão Politica do P.S. e aprovada por maioria. Os partidos políticos são proibidos em Portugal. Portugal passa a ter um único partido. Partido Socialista de Todos os Portugueses.

Segundo o Primeiro-ministro de facto não faz sentido a actual situação de vários partidos em Portugal, depois da experiência do Cavaquistão bem sucedida, Zé Sócrates tem experimentado com bastante sucesso o Sócrastão.

De facto diz o Zé, temos experimentado este novo desempenho com bastante sucesso. Segundo o Zé o povo português é mandrião, ignorante e estúpido. Precisa de pulso firme, de rédea curta, ganhar pouco e pagar muito, para dar a quem merece; os governantes, amigos e comissários políticos.

Comentando o desempenho do governo actual, diz que tem pena que de vez em quando alguns governantes se tenha “descaído” e ter dito aquilo que pensamos, como os portugueses são uns pelintras na China, os Camelos do Alentejo, os ignorantes dos Professores, os calões da função pública ou ainda dos incompetentes e incumpri dores do sector da saúde.

Quanto ao desempenho de administradores e secretários de estado que tomam atitudes prepotentes que têm vindo a público. Sócrates desvaloriza, e afirma: Os comissários políticos não estão nos seus lugares para administrarem nem para pensarem, estão lá para cumprir ordens, vigiar e punir exemplarmente os funcionários que não se ajoelharem à minha passagem.

Aliás temos um longa experiência de que estes métodos resultam e nos vários tipos de climas desde aos rigores da União Soviética, até aos temperados do nosso Portugal de há 40 anos.

Respondendo aos escândalos que têm ensombrado muitos dos membros do partido inclusive ele próprio responde que isso é ingenuidade. Que a culpa não é daqueles que praticaram as ilegalidades, mas sim daqueles que as denunciam, porque se não viesse a publico, ninguém saberia de nada. Logicamente que é puro assassinato politico.

Sócrates não me disse isto. O Zé não tem quaisquer possibilidades de falar comigo, estamos tão distantes. Por isso aquilo que aqui expresso são elações da sua política e da sua gente, lamentando que entre eles se encontre a Comissão de Liquidação do hospital Amato Lusitano.

Porém como diria o Augusto: Os homens, faltos de sentimentos de honra, não ofendem, quando insultam; não se lhes pode pedir razão da infâmia, porque a não conhecem como tal; identificam-se com ela. Por isso, só resta um partido, é convidá-los a sair.

Vasco Juzarte Rolo

domingo, 3 de junho de 2007

A CULPA MORRE SEMPRE SOLTEIRA EM PORTUGAL

IRRESPONSABILIDADE
UM MAL NACIONAL

A propósito do adiamento para as calendas do infinito do famoso Centro Hospitalar da Beira e Interior, do distanciamento da Guarda, e do anuncio feito pelo Ministro da Saúde da constituição do Centro Hospitalar da Beira Baixa, reagiram os dois conselhos de maneira semelhante.

O Dr. Sanches Pires confessa que foi apanhado de surpresa e culpa terceiros pelo seu desaire.

Pelo mesmo diapasão alinha o Dr. João Gomes Director Clínico do Hospital da Covilhã.

Mas enquanto o primeiro diz que foram pessoas que de saúde não percebem nada, não tendo coragem de designar os culpados, atitude muito característica desta personalidade, já o segundo atribui as culpas às forças politicas, e mais diz: Oiçam os técnicos porque são eles que conhecem a realidade da região.

Tanto um como outro esquecem que foi precisamente a união das forças politicas, com as populações e os profissionais de saúde que fizeram que a Guarda conseguisse os seus objectivos.

Ao invés em Castelo Branco o CA perante a angustia da falta de informação, perante o constante pedido de que envolvessem os profissionais nas negociações, perante um movimento que se desenvolveu de defesa da dignidade e da saúde das populações, perante a frontal oposição ao modelo que o CA viria a designar, perante o secretismo das negociações que só viria a ganhar? O CA? E o resto da população a perder, manteve-se inflexível. SURDO, OBNOXIO, MEFITICO, AUTISTA.

Ao invés correndo tudo a seu contento na Covilhã não convinha levantar ondas que pudessem desviar o seu barco que tão bom rumo levava. Agora que está tudo estragado dizem que a culpa é dos outros. Soubessem eles negociar, soubessem eles trazer para as negociações os profissionais envolvidos, soubessem eles compreender o que as populações não só da Guarda mas de Castelo Branco as preocupavam, e teriam de ter uma outra atitude. Mas não tiveram.

Não é fugindo das responsabilidades como ambos os CA.s querem, não é sacudindo a água do seu capote, não é dizendo que nem sequer estavam lá que resolvem os problemas. Como se costuma dizer e com razão “ A CULPA EM PORTUGAL MORRE SEMPRE SOLTEIRA”.

Assumam as responsabilidades que vos cabe, façam a autocrítica que devem, e tomem as decisões que não nos levem a outro beco sem saída. Se actuarem assim, (e é assim que devem fazer as pessoas de bem, porque aqueles que raramente têm dúvidas e nunca se enganam são muito raros e certamente não sois vós) OUTRO GALO CANTARÁ.
Não há razões para desânimos nem descontentamentos. Que comece uma nova era onde de facto todos somos chamados a participar, envolvam-se os profissionais e as populações, actuem sem secretismo que só provoca desconfianças e angustias e o sol brilhará para todos nós.

domingo, 27 de maio de 2007

PODER TRAIÇÃO DIGNIDADE




PODER – Estava há uns dias a ouvir a antena um e perguntava uma psicóloga para outro psicólogo. Qual a atracão do poder? Porque é que algumas pessoas se agarram tanto ao poder?
-A resposta foi lesta. Só se agarra ao poder quem não sabe fazer nada, não tem imaginação, iniciativa nem capacidade de realização pessoal.
-Serão assim todos os políticos?
- Na política como em qualquer actividade teremos de tudo, desde o que crêem cumprir uma missão, esses não estão no lugar se não estiverem de acordo. Os que se aproveitam da politica para exercer influencias e enriquecer. Aqueles para quem apolítica é um jogo fascinante (os profissionais). E os descritos anteriormente.

TRAIÇÃO – Todos sabemos que este Ministro já teve atitudes destas vezes suficientes para que as pessoas não se admirarem. O que me admira é que as pessoas que com ele trabalham possam ficar surpreendidas com estas atitudes.
Não acredito que ao ver o Presidente do CA do Hospital Amato Lusitano tão sorridente ao lado do Sr. Ministro na Cidade da Guarda lhe passa-se pela cabeça que este iria anunciar a Criação do Centro hospitalar da Beira Baixa.
Repete-se a situação tantas vezes já conhecida deste Ministro. Que respeito, que confiança é que o Ministro teve pelo Presidente do CA de Castelo Branco que mal ou bem tanto penou e trabalhou pelo Centro hospitalar da Beira Interior?

DIGNIDADE – O Presidente da extinta Comissão Instaladora do Hospital Pediátrico do Norte, aqui à uns meses pediu a demissão porque o Ministro da Saúde anunciou sem o avisar que afinal o Hospital Pediátrico ia ficar distribuído por vários hospitais e não num único edifício conforme planeado.
Numa carta amplamente divulgada na imprensa, de uma dignidade e correcção exemplar este médico explicava porque não poderia ficar à frente de uma comissão que embora criada pela tutela não fora mais que um balão de ensaio deitado ao ar do Norte, e conforme surgiram as opiniões e influencias assim o Ministro decidiu, cedendo a estas pressões sem ter em conta minimamente nem o respeito, nem a ombreadade e trabalho que as pessoas que até ali tinham trabalhado na referida comissão.

As palavras que se o Presidente do CA de Castelo Branco, não deixam dúvidas a ninguém, foi apanhado desprevenido, não sabia minimamente o que se iria passar, ao contrário de outros, e numa reacção a quente e como é vulgar nele, atirou as culpas para cima dos outros, com um naufrago que para se salvar se agarrasse a outro afogando-o.


Ao dizer que as pessoas da Guarda se souberam unir ao contrário das de Castelo Branco, fala contra si o Presidente do CA, que como sabemos bem conseguiu uma união inédita e única de todas as pessoas e de todos os sectores partidários contra esta Administração.


Foi ele por isso o maior responsável pela divisão que grassou entre os trabalhadores do hospital internamente e pelo voltar de costas da população e das outras organizações ao hospital.


Ao invés de assumir esta responsabilidade que só a ele e aos seus colaboradores cabe, ao contrário de com dignidade assumir a derrota consumada do projecto do CHBI que segundo ele era o seu grande objectivo e por isso não se demitia, revela a doença aflitiva da cola à cadeira Presidencial, com as desculpas mais esfarrapadas que pode inventar.


Sr. Dr. Se quiser eu empresto-lhe a carta do Presidente da Comissão Instaladora do Pediátrico para perceber o que eu digo, e se quiser realmente unir as pessoas de Castelo Branco à volta de um projecto para o Hospital e que compreenda os trabalhadores do mesmo o Sr. Sabe muito bem o que tem de fazer.


DEMITA-SE

domingo, 20 de maio de 2007

HOSPITAL AMATO LUSITANO PASSA A HOSPITAL DE DIA

MINISTRO DA SAÚDE

ANUNCIA NA GUARDA

O

ENCERRAMENTO

DO

HOSPITAL AMATO LUSITANO

Ao visitar a cidade da Guarda no dia 19 de Maio, Sábado passado, o ministro da saúde Correia de Campos mostrou claramente para quem tinha qualquer dúvidas duas coisas.

1) Anunciou a constituição da nova unidade de saúde da Guarda, na qual está contemplada uma maternidade, e o respeito que tem pelo Hospital Sousa Martins.

(Embora esta unidade possa futuramente integrar o Centro Hospitalar da Beira Interior, esta só se realizará quando os hospitais da Covilhã e de Castelo Branco e as respectivas unidades de saúde resolverem os problemas que as afligem, e constituírem o Centro Hospitalar da Beira Baixa).

2) O desrespeito pelo Hospital Amato Lusitano e a sua Administração, a qual insiste diariamente em criar conflitos, guerras internas e externas. (Caluniar especialmente todo o corpo clínico, o que é deontologicamente reprovável e mesmo condenável) e em vez de resolver os problemas não só os avoluma como ainda por cima vem para a praça fazer eco dessas mesmas calúnias e problemas, tentando que virar a opinião pública contra os médicos do Hospital, tentando assim desculpabilizar a sua mais que péssima relação com os trabalhadores do hospital, e os péssimos resultados que tem tido.

A Covilhã não tem nenhum interesse, bem antes pelo contrário, no diálogo com Castelo Branco, e as administrações do hospitais da Covilhã e Guarda já deram a entender que não é possível dialogar com o actual Conselho de Administração do Hospital de Castelo Branco, este, está por isso, só, desamparado, parado. Direi mesmo que cairá de podre. Porque não tem o mesmo estatuto que os outros hospitais, e porque tem a pior administração que já alguém viu à face da terra.

É pois com enorme tristeza que venho anunciar o encerramento do Hospital Amato Lusitano. No entanto não posso deixar de dizer que este encerramento previsto acerca de um ano, se deve essencialmente à conjugação de dois factores.

1) A inércia, inoperância, desinteresse e medo por parte de todos os trabalhadores do hospital e dos médicos muito em particular.

2) Pela péssima administração do actual Conselho de Administração. (mais propriamente apelidada de Conselho de Extinção do Hospital).

Falo pelos médicos classe a que pertenço.

Apesar das várias afirmações publicas que foram feitas pelo Presidente do Conselho de Administração e que vão desde o desvio de doentes da privada para o hospital e vice versa, de gozarem férias indevidas, má prática clínica, obstrução à administração, incumprimento dos horários, carreirismo. Etc.

Apesar de enorme gasto de papel mensalmente a divulgar por todo o hospital, atrasos, desvios de objectivos devidamente sublinhados e com comentários para que todo o hospital tenha conhecimento, numa clara manifestação de despudor e prepotência, claramente a ameaçar pública e veladamente os profissionais envolvidos.

Apesar da divulgação ilegal e eticamente mais que reprovável de uma lista com os nomes dos trabalhadores a que foram abertos processos mesmo sem os próprios saberem.

Apesar das condições de trabalho se degradarem dia a dia, e o descontentamento aumentar, os médicos falam, falam mas não fazem rigorosamente nada. Porquê?? A única razão que encontro é que realmente os interesses instalados no hospital são fortes e nesse particular aspecto o Presidente do CA tem razão. (mas em vez de os denunciar publicamente devia resolve-los).

Quanto à acusação de péssima administração é simples e desde o primeiro dia que o tenho dito. Esta administração na ânsia de apresentar resultados que o ministro gostasse optou pela via do confronto, ameaça, desumanização como forma de impor as suas reformas.

Não encontro em mais nenhum lugar do mundo a não ser num regime prepotente e despótico, uma direcção que exponha continuamente os serviços e profissionais sem que estes tenham direito a apresentar as razões do desempenho, mas em contraponto não apresente as negociações que levaram ao plano de acção. Porque se umas são tratadas em privado o seu resultado também o deveria ser.

Uma administração que perdeu a cabeça que deixa esgotar os papeis mais essenciais para requisições, reagentes essenciais, que despreza o dinheiro gasto na formação de profissionais para executar novas técnicas, que rejeita um centro de formação de excelência pela sua conduta de confrontação e má educação que outros recebem de braços abertos.

Que chegou ao ponto de telefonar para a direcção do meu serviço porque eu estava a falar com um colega, não demorei mais de 3 minutos, exigindo que eu fosse para a consulta. Quando toda a gente sabe que eu raramente saio do gabinete de consulta a não ser para o que é essencial e de serviço, e se podem contar pelos dedos de uma mão as vezes que fui ao café ou outro local de encontro lúdico dos trabalhadores em 9 anos de trabalho no Hospital.

Mais uma vez digo. Não são tanto as reformas são a forma como elas são implementadas. No manual de qualquer administrador vem que quando trabalhamos com pessoas desmotivadas a produção vai reflectir-se negativamente. Para além de ser um frete ir para o trabalho, e é preciso não esquecer que é de pessoas que estamos a tratar, é uma estucha trabalhar, daí que tenha pedido a licença sem vencimento, porque penso que os doentes não têm culpa nenhuma. Este CA tudo tem feito para que não nos sintamos bem no nosso local de trabalho, boicota as iniciativas que temos, e não contente com isso não consegue uma boa relação com nenhuma das administrações dos outros hospitais.

Desempunho pois as armas que disponho, a indignação, a revolta, a repulsa e o mau estar, para em meu nome em para o bem do Hospital Amato Lusitano e da população de Castelo Branco gritar bem alto.

Então a culpa de quem é????

Se tiverem um pinguinho que seja de vergonha, uma minúscula gota de dignidade, para o bem de Castelo Branco e do seu Hospital, esta administração depois da concludente demonstração que o ministro da saúde deu ao ir à Guarda só tem a fazer uma coisa pedir a demissão. E não esquecer uma coisa muito importante levarem consigo a Governadora Civil que não se portou melhor.

Vasco Juzarte Rolo

MATO LUSITANO

sábado, 12 de maio de 2007

A NÃO PERDER A VISITA DO MINISTRO DA SAUDE A CASTELO BRANCO

COMO NÃO CABE NESTE ESPAÇO CRIAMOS UM ESPAÇO ESPECIAL PARA ESTA TÃO ESPETACULAR VISITA, ONDE FORAM FEITAS DECLARAÇÕES NO MINIMO REVULOCIONÁRIAS
http://palavrasparaque-goofy.blogspot.com/

sábado, 28 de abril de 2007

O HOSPITAL AMATO LUSITANO E OS POLITICOS EM PORTUGAL




Foi com enorme surpresa que me chegou um artigo do vosso Jornal, no qual o Director Clínico e o Presidente do Conselho de Administração do Hospital Amato Lusitano dão uma entrevista.

A surpresa vem de responderem a uma carta anónima. Todos sabemos que as cartas anónimas não têm o mínimo de credito, são veículos de insultos e cobardias e por isso mesmo merecem o nosso repudio e desinteresse.

Ao responder a esta carta os membros do Conselho de Administração do HAL estão implicitamente a dar crédito a insinuações, que, pelo decorrer das justificações, vimos serem fundadas, e aproveitam mais uma vez, para por sua vez fazerem insinuações suezes a respeito de colegas, partindo do principio que foi um médico do hospital que fez a referida denuncia.

Colocam-se ao nível da pessoa que escreveu a carta o que é lamentável.
Compreendo que os dois queiram manifestar a repulsa pela carta e actuar esclarecendo e defendendo-se, mas nada justifica o conteúdo muitas vezes insultuoso e mais uma vez o Presidente do Conselho de Administração no seu discurso aceso, trauliteiro e ameaçador, lança a suspeição no corpo clínico do hospital.

Fui dos primeiros a escrever e dizer o que pensava desta administração e desta politica de saúde que levará à destruição do S.N.S., sempre assinei os artigos que escrevi e continua a ser essa a minha politica, por vezes excedi-me, tal como o Dr. Sanches, ninguém é perfeito, terei sido injusto e causado embaraços à presente administração, deixei de escrever no Blog em que escrevia e continuei a minha luta por uma melhor saúde em Castelo Branco no âmbito da Comissão Albisaúde.

No entanto e perante este artigo e um outro que em que a administração reivindica maior eficácia,e outros factos recentes vergonhosos, que vão desde o titulo do Eng??? José à violência doméstica no CDS, na UNI passando por Gondomar não posso deixar passar em claro. Será que temos os políticos que merecemos????

Vamos por partes:

1) Quanto ao vencimento auferido pelo Dr. João Frederico, ficamos com a ideia de que realmente ele aufere mais de 15.000 € mês. Não é desmentido, o que é referido é que este se deve ao trabalho desenvolvido na UCIP e não por acumulação dos cargos de chefia que exerce, e que nem é ele que recebe mais no hospital.
a) Esta é uma situação a todos os títulos reprovável. À uma porque a este ordenado corresponde uma das grandes batalhas do actual ministro da Saúde. As horas extraordinárias dos médicos. Porque o Director clínico, tal como faz para os outros serviços, pode contratar médicos para virem fazer essas horas. Porque vai contra todas as recomendações de todas as organizações, incluído um recente comunicado da Ordem dos Médicos na qual é explicito que o número excessivo de horas aumenta em muito o rendimento médico e põe em risco a vida os doentes. (e estamos a falar em mais de 55 horas semanais). Porque ninguém acredita que alguém possa realizar como vem na escala que é feita pelo próprio, 72 horas de permanecia física consecutivas, e em todos os postos simultaneamente.
b) Porque se há situações ainda mais graves que a do Director Clínico cabe à administração por cobro a elas. Sendo conivente com elas e tirando aos outros, temos que deixa no ar a suspeita que temos filhos e enteados desta Administração.

2) É a todos os títulos lamentável a afirmação do Dr. Sanches quanto às direcções Clínicas do Hospital, só vem por à evidencia para quem tivesse dúvidas a animosidade contra os médicos de carreira hospitalar, e o total desconhecimento de funcionamento dos respectivos serviços que este médico tem. É um verdadeiro insulto a todos os médicos hospitalares e directores de Serviço em particular. Se um só clínico pudesse acumular todas as Direcções dos Serviços porque diabo sempre houve, há e haverá Directores de Serviço? Mais se administração quisesse, podia mesmo faze-lo, porque o não faz? Como Presidente do Conselho de Administração o Sr. Dr. Sanches devia ter o bom senso de apaziguar tensões em vez de aumenta-las, de promover um bom ambiente de trabalho em vez criar desmotivação.
3) Há cerca de 30 anos o Chaceler Willie Brant demitia-se por uma das suas Secretárias ser espia da RDA. Que raio de culpa tinha ele?
Ele não tinha culpa mas era o responsável, é uma questão de dignidade, lisura, honestidade política e de bom carácter.
Há duas semanas tive no meu consultório um casal de 45 anos que de desde há seis meses anda a tomar anti depressivos e ansioliticos e choravam. Razão muito simples, pertencem aos quadros do ministério da Agricultura e estão apavorados. Como eles estão mais cerca de 9.000 pessoas do ministério.
A relação entre estes factos e a actual é simples:
A dignidade de um cargo público não pode ser compatível com suspeitas de irregularidades graves, muito menos com a confirmação.
O Partido socialista pediu a demissão de Valentim Loureiro por ser arguido, na Câmara de Lisboa vai acontecer o mesmo então que devemos fazer com os que foram condenados? Recompensa-los?
Actualmente os escândalos de conluio, compadrio, tráficos de influencias, corrupção, favorecimento é de tal forma escandaloso que atinge todos os cargos, o Primeiro-ministro, o Governador do Banco de Portugal, autarcas, presidentes do INEM, reitores Universitários presidentes do Conselho de Administração do Hospital. QUE DIABO PARA TER UM CARGO PUBLICO SERÁ PRECISO TER CADASTRO?
Será que as reformas têm que ser feitas contra as pessoas?? Será que não pode haver diálogo? Tem que se levar as pessoas ao desespero ???

No meu entender não. No entender da tutela e da actual administração do HAL sim. Por isso me demiti de director de Serviço, e neste momento considero seriamente deixar de trabalhar temporariamente no Hospital para ter momentos de Paz comigo próprio, e como protesto contra esta massa de dirigentes sem vergonha nem dignidade.

Vasco Juzarte Rolo
Médico do HAL

terça-feira, 24 de abril de 2007

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

CONTESTAÇÃO

Saúde: Correia de Campos reúne-se hoje com demissionáriosO ministro da Saúde, Correia de Campos, desloca-se, esta terça-feira, ao Porto, para reunir com a administração do Hospital Pedro Hispano, de Matosinhos, e com o grupo de 19 médicos demissionários.

A notícia surge na edição desta terça-feira do jornal Correio da Manhã, que garante que os dois encontros têm como objectivo debater o sistema automático de controlo de assiduidade que o ministro da Saúde pretende ver aplicado em todos os estabelecimentos públicos.
Segundo o CM, em cima da mesa estão as cartas de demissão entregues na última sexta-feira por 19 dos 25 directores clínicos do Pedro Hispano, à administração do hospital, forma encontrada pelos médicos para mostrar o seu desacordo relativamente à medida de Correia de Campos, a qual tem estado a ser aplicada à experiência no Pedro Hispano, desde o início de Dezembro.
02-01-2007 7:56:47