"A não ser que mude de nome, o PS deve ter preocupações sociais"
Manuel correia
O ministro da Saúde "está a tomar medidas que nunca a Direita tomou, porque não tinha coragem"O socialista que introduziu o Serviço Nacional de Saúde reconhece que o sistema carece de medidas de ajustamento, afectado que está pela procura desnecessária e o desperdício de recursos.
Nesta parcela da entrevista que hoje será emitida na Antena 1, António Arnaut insiste na tese de que o SNS constitui um instrumento de justiça social e acusa Correia de Campos de falta de sensibilidade. "A saúde não é aritmética", sustenta.JN/Antena 1 O seu modelo de Serviço Nacional da Saúde (SNS) é compatível com a actual situação económica do país?António Arnaut É compatível, mas antes deixe-me dizer-lhe que a existência do SNS é uma questão ética, de justiça social, antes de ser constitucional. Quero a justiça acima da lei. Mas enquanto a Constituição não for alterada, não se pode mudar o sistema.
A solidariedade, por estar na Constituição, deixou de ser conceito moral para ser juridico-constitucional. Qualquer acção social que se faça tem de ter em conta o princípio da solidariedade.Está a perder-se esse sentido de solidariedade? Este Governo está a perder...Não é só este governo; tem vindo a perder-se. As pessoas hoje aceitam coisas que não aceitavam. A ideia liberal de que tudo se compra e vende, de que a saúde pode ser uma mercadoria... Hoje fala-se nos doentes como clientes. Cria-se uma terminologia de mercado.
Mas não é a economia de mercado que me preocupa; é a vida ser um mercado.Está a mexer-se no sistema dizendo-se que é caro e que o país não o aguenta...Claro que há um problema de financiamento e que, se não forem tomadas medidas, há ruptura do sistema. Quanto mais procura, mais despesa. Resolve-se tomando medidas de ajustamento. Há alguma procura desnecessária. Como se combate?Depende sobretudo dos médicos. Têm de saber quando a procura é desnecessária e, nessa altura, não receitar. Frequento os serviços e sei o que se passa. Há sobretudo grande desperdício horas extraordinárias que se pagam e não se fazem, horários que não se cumprem... É um problema de organização e controlo.É. E até agora ninguém é responsável. Não tenho notícia de ter sido punido um chefe de serviços, um director hospitalar, um administrador por desperdício. É preciso responsabilizar toda a hierarquia. E há promiscuidade entre público e privado.
Antes de tomar medidas como a actualização de taxas moderadoras, deve atacar-se aqui. Há médicos dedicados e outros que só picam o ponto.É assim em todos os sectores.... Mas é preciso tomar medidas. E aceito pagar melhor a quem mais produz, premiar o mérito.
Aceita o conceito de produtividade na saúde?Aceito. É uma questão de justiça. O que está a ser bem feito neste momento na saúde?Já disse ao ministro Correia de Campos - de vez em quando faço declarações críticas e ele fica incomodado...Incomoda-se com facilidade...O grande defeito dele é porventura a sua grande virtude. É das pessoas que mais sabe de saúde em Portugal. Mas a saúde não é uma aritmética. E falta-lhe essa sensibilidade. Tem razão em 90% das medidas.
Quando fechou bloco de parto, fez bem, mas fez mal em Elvas, por uma questão de dignidade nacional, e em Mirandela. E fechou SAP, alguns bem, mas há um problema humano. Ele diz "O que faz um médico isolado, que custa muito ao Estado, se tem de conduzir muitas vezes um doente a um hospital central?". Mas esquece os casos em que a existência de um médico num lugar isolado dá uma garantia psicológica às populações. E isso tem de se pagar, porque é também uma questão de coesão social. O Estado tem de suportar os custos da interioridade, como suporta os da insularidade.
Essa parte humana escapa ao ministro, certos valores essenciais ao conceito de humanismo, que deve ser a doutrina-base do PS. Está a tomar medidas que nunca a Direita tomou, porque não tinha coragem e porque o PS, na Oposição, nunca permitiu.Dê um exemplo.As taxas moderadoras para os internamentos e as cirurgias, quando essa taxa, por definição, se destina a desencorajar a procura desnecessária. Não é uma decisão do doente, mas uma imposição do médico. O doente fica internado e ainda por cima paga! Isto não pode ser! É uma coisa absurda! Um ministro socialista não pode fazer isto. Mas fez. Por isso às vezes me sinto indignado.
A indignação é um direito constitucional e no PS sempre esse direito existiu.Tirando a sua voz, não se, ouviram críticas no PS.Porque as pessoas estão acomodadas. Politicamente, é correcto estar calado. Mas não é verdade. O Manuel Alegre falou, outras pessoas falaram... E sei o que se passa nas bases. Ainda há dias, numa reunião do grupo parlamentar, soube-se que alguns deputados disseram que há pouco PS no Governo. Estou de acordo. A não ser que mude de nome, o PS tem de ter algumas preocupações sociais. Ao menos, salvar o estado social, como aliás tem dito José Sócrates.
sábado, 30 de junho de 2007
terça-feira, 26 de junho de 2007
REPUBLICA SOCIALISTA DE PORTUGAL
U. D. S. P.
UNIÃO DISTRITOS SOCIALISTAS DE PORTUGAL
Na próxima reunião de Concelho de Ministros, o Primeiro-ministro José Sócrates vai anunciar a nova proposta de revisão da constituição, já discutida na Comissão Politica do P.S. e aprovada por maioria. Os partidos políticos são proibidos em Portugal. Portugal passa a ter um único partido. Partido Socialista de Todos os Portugueses.
Segundo o Primeiro-ministro de facto não faz sentido a actual situação de vários partidos em Portugal, depois da experiência do Cavaquistão bem sucedida, Zé Sócrates tem experimentado com bastante sucesso o Sócrastão.
De facto diz o Zé, temos experimentado este novo desempenho com bastante sucesso. Segundo o Zé o povo português é mandrião, ignorante e estúpido. Precisa de pulso firme, de rédea curta, ganhar pouco e pagar muito, para dar a quem merece; os governantes, amigos e comissários políticos.
Comentando o desempenho do governo actual, diz que tem pena que de vez em quando alguns governantes se tenha “descaído” e ter dito aquilo que pensamos, como os portugueses são uns pelintras na China, os Camelos do Alentejo, os ignorantes dos Professores, os calões da função pública ou ainda dos incompetentes e incumpri dores do sector da saúde.
Quanto ao desempenho de administradores e secretários de estado que tomam atitudes prepotentes que têm vindo a público. Sócrates desvaloriza, e afirma: Os comissários políticos não estão nos seus lugares para administrarem nem para pensarem, estão lá para cumprir ordens, vigiar e punir exemplarmente os funcionários que não se ajoelharem à minha passagem.
Aliás temos um longa experiência de que estes métodos resultam e nos vários tipos de climas desde aos rigores da União Soviética, até aos temperados do nosso Portugal de há 40 anos.
Respondendo aos escândalos que têm ensombrado muitos dos membros do partido inclusive ele próprio responde que isso é ingenuidade. Que a culpa não é daqueles que praticaram as ilegalidades, mas sim daqueles que as denunciam, porque se não viesse a publico, ninguém saberia de nada. Logicamente que é puro assassinato politico.
Sócrates não me disse isto. O Zé não tem quaisquer possibilidades de falar comigo, estamos tão distantes. Por isso aquilo que aqui expresso são elações da sua política e da sua gente, lamentando que entre eles se encontre a Comissão de Liquidação do hospital Amato Lusitano.
Porém como diria o Augusto: Os homens, faltos de sentimentos de honra, não ofendem, quando insultam; não se lhes pode pedir razão da infâmia, porque a não conhecem como tal; identificam-se com ela. Por isso, só resta um partido, é convidá-los a sair.
Vasco Juzarte Rolo
UNIÃO DISTRITOS SOCIALISTAS DE PORTUGAL
Na próxima reunião de Concelho de Ministros, o Primeiro-ministro José Sócrates vai anunciar a nova proposta de revisão da constituição, já discutida na Comissão Politica do P.S. e aprovada por maioria. Os partidos políticos são proibidos em Portugal. Portugal passa a ter um único partido. Partido Socialista de Todos os Portugueses.
Segundo o Primeiro-ministro de facto não faz sentido a actual situação de vários partidos em Portugal, depois da experiência do Cavaquistão bem sucedida, Zé Sócrates tem experimentado com bastante sucesso o Sócrastão.
De facto diz o Zé, temos experimentado este novo desempenho com bastante sucesso. Segundo o Zé o povo português é mandrião, ignorante e estúpido. Precisa de pulso firme, de rédea curta, ganhar pouco e pagar muito, para dar a quem merece; os governantes, amigos e comissários políticos.
Comentando o desempenho do governo actual, diz que tem pena que de vez em quando alguns governantes se tenha “descaído” e ter dito aquilo que pensamos, como os portugueses são uns pelintras na China, os Camelos do Alentejo, os ignorantes dos Professores, os calões da função pública ou ainda dos incompetentes e incumpri dores do sector da saúde.
Quanto ao desempenho de administradores e secretários de estado que tomam atitudes prepotentes que têm vindo a público. Sócrates desvaloriza, e afirma: Os comissários políticos não estão nos seus lugares para administrarem nem para pensarem, estão lá para cumprir ordens, vigiar e punir exemplarmente os funcionários que não se ajoelharem à minha passagem.
Aliás temos um longa experiência de que estes métodos resultam e nos vários tipos de climas desde aos rigores da União Soviética, até aos temperados do nosso Portugal de há 40 anos.
Respondendo aos escândalos que têm ensombrado muitos dos membros do partido inclusive ele próprio responde que isso é ingenuidade. Que a culpa não é daqueles que praticaram as ilegalidades, mas sim daqueles que as denunciam, porque se não viesse a publico, ninguém saberia de nada. Logicamente que é puro assassinato politico.
Sócrates não me disse isto. O Zé não tem quaisquer possibilidades de falar comigo, estamos tão distantes. Por isso aquilo que aqui expresso são elações da sua política e da sua gente, lamentando que entre eles se encontre a Comissão de Liquidação do hospital Amato Lusitano.
Porém como diria o Augusto: Os homens, faltos de sentimentos de honra, não ofendem, quando insultam; não se lhes pode pedir razão da infâmia, porque a não conhecem como tal; identificam-se com ela. Por isso, só resta um partido, é convidá-los a sair.
Vasco Juzarte Rolo
domingo, 3 de junho de 2007
A CULPA MORRE SEMPRE SOLTEIRA EM PORTUGAL
IRRESPONSABILIDADE
UM MAL NACIONAL
A propósito do adiamento para as calendas do infinito do famoso Centro Hospitalar da Beira e Interior, do distanciamento da Guarda, e do anuncio feito pelo Ministro da Saúde da constituição do Centro Hospitalar da Beira Baixa, reagiram os dois conselhos de maneira semelhante.
O Dr. Sanches Pires confessa que foi apanhado de surpresa e culpa terceiros pelo seu desaire.
Pelo mesmo diapasão alinha o Dr. João Gomes Director Clínico do Hospital da Covilhã.
Mas enquanto o primeiro diz que foram pessoas que de saúde não percebem nada, não tendo coragem de designar os culpados, atitude muito característica desta personalidade, já o segundo atribui as culpas às forças politicas, e mais diz: Oiçam os técnicos porque são eles que conhecem a realidade da região.
Tanto um como outro esquecem que foi precisamente a união das forças politicas, com as populações e os profissionais de saúde que fizeram que a Guarda conseguisse os seus objectivos.
Ao invés em Castelo Branco o CA perante a angustia da falta de informação, perante o constante pedido de que envolvessem os profissionais nas negociações, perante um movimento que se desenvolveu de defesa da dignidade e da saúde das populações, perante a frontal oposição ao modelo que o CA viria a designar, perante o secretismo das negociações que só viria a ganhar? O CA? E o resto da população a perder, manteve-se inflexível. SURDO, OBNOXIO, MEFITICO, AUTISTA.
Ao invés correndo tudo a seu contento na Covilhã não convinha levantar ondas que pudessem desviar o seu barco que tão bom rumo levava. Agora que está tudo estragado dizem que a culpa é dos outros. Soubessem eles negociar, soubessem eles trazer para as negociações os profissionais envolvidos, soubessem eles compreender o que as populações não só da Guarda mas de Castelo Branco as preocupavam, e teriam de ter uma outra atitude. Mas não tiveram.
Não é fugindo das responsabilidades como ambos os CA.s querem, não é sacudindo a água do seu capote, não é dizendo que nem sequer estavam lá que resolvem os problemas. Como se costuma dizer e com razão “ A CULPA EM PORTUGAL MORRE SEMPRE SOLTEIRA”.
Assumam as responsabilidades que vos cabe, façam a autocrítica que devem, e tomem as decisões que não nos levem a outro beco sem saída. Se actuarem assim, (e é assim que devem fazer as pessoas de bem, porque aqueles que raramente têm dúvidas e nunca se enganam são muito raros e certamente não sois vós) OUTRO GALO CANTARÁ.
Não há razões para desânimos nem descontentamentos. Que comece uma nova era onde de facto todos somos chamados a participar, envolvam-se os profissionais e as populações, actuem sem secretismo que só provoca desconfianças e angustias e o sol brilhará para todos nós.
UM MAL NACIONAL
A propósito do adiamento para as calendas do infinito do famoso Centro Hospitalar da Beira e Interior, do distanciamento da Guarda, e do anuncio feito pelo Ministro da Saúde da constituição do Centro Hospitalar da Beira Baixa, reagiram os dois conselhos de maneira semelhante.
O Dr. Sanches Pires confessa que foi apanhado de surpresa e culpa terceiros pelo seu desaire.
Pelo mesmo diapasão alinha o Dr. João Gomes Director Clínico do Hospital da Covilhã.
Mas enquanto o primeiro diz que foram pessoas que de saúde não percebem nada, não tendo coragem de designar os culpados, atitude muito característica desta personalidade, já o segundo atribui as culpas às forças politicas, e mais diz: Oiçam os técnicos porque são eles que conhecem a realidade da região.
Tanto um como outro esquecem que foi precisamente a união das forças politicas, com as populações e os profissionais de saúde que fizeram que a Guarda conseguisse os seus objectivos.
Ao invés em Castelo Branco o CA perante a angustia da falta de informação, perante o constante pedido de que envolvessem os profissionais nas negociações, perante um movimento que se desenvolveu de defesa da dignidade e da saúde das populações, perante a frontal oposição ao modelo que o CA viria a designar, perante o secretismo das negociações que só viria a ganhar? O CA? E o resto da população a perder, manteve-se inflexível. SURDO, OBNOXIO, MEFITICO, AUTISTA.
Ao invés correndo tudo a seu contento na Covilhã não convinha levantar ondas que pudessem desviar o seu barco que tão bom rumo levava. Agora que está tudo estragado dizem que a culpa é dos outros. Soubessem eles negociar, soubessem eles trazer para as negociações os profissionais envolvidos, soubessem eles compreender o que as populações não só da Guarda mas de Castelo Branco as preocupavam, e teriam de ter uma outra atitude. Mas não tiveram.
Não é fugindo das responsabilidades como ambos os CA.s querem, não é sacudindo a água do seu capote, não é dizendo que nem sequer estavam lá que resolvem os problemas. Como se costuma dizer e com razão “ A CULPA EM PORTUGAL MORRE SEMPRE SOLTEIRA”.
Assumam as responsabilidades que vos cabe, façam a autocrítica que devem, e tomem as decisões que não nos levem a outro beco sem saída. Se actuarem assim, (e é assim que devem fazer as pessoas de bem, porque aqueles que raramente têm dúvidas e nunca se enganam são muito raros e certamente não sois vós) OUTRO GALO CANTARÁ.
Não há razões para desânimos nem descontentamentos. Que comece uma nova era onde de facto todos somos chamados a participar, envolvam-se os profissionais e as populações, actuem sem secretismo que só provoca desconfianças e angustias e o sol brilhará para todos nós.
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