domingo, 6 de janeiro de 2008

UM BOM ANO PARA TODOS OS PORUGUESES QUE ESTE GOVERNO CAIA

Ano novo vida nova

Começo o ano com poucas esperanças de melhoras. Nem o nosso Presidente até agora figura decorativa, pode deixar de se manifestar e apesar dos membros do governo, dizerem como de costume que foi um discurso a seu favor, e que estão de acordo com tudo o que o presidente disse o facto é que estão hoje a fazer horas extraordinárias.
Conforme o painel de analistas económicos revelava ontem os ministros em Portugal só vão para o governo porque depois ficam sempre numa empresa a ganhar muito mais. Ou seja o que é melhor em Portugal é ser ex ministro, sobretudo se tiverem feito uns contratoszitos e umas empreitadas jeitosas.
De uma coisa não nos safamos, este governo já espremeu tudo o que pôde menos a esperança que temos que um dia bem próximo se vá embora, já não nos pode tirar mais e o pior é que ao contrário do que prometiam os sacrifícios foram em vão. Não melhoramos nada.
Ponhamos fim a esta agonia e demitamos este governo já e a quem o apoiar.
Um bom ano? para todos (menos para o governo e quem o apoiar claro)

UMA PILA POR UM EURO

Uma Pila um Euro A ANEDOTA DA CRISE

Já vão muitos anos, estava-mos em crise económica para não variar, estamos sempre em crise. Dá jeito, aos governos porque podem reprimir com muito mais à-vontade e exercer politicas muito mais impopulares que beneficiem que tem o dinheiro e os mantém. Por isso não me admira que poucos anos tenha vivido sem estar o país em crise.

Mas voltemos ao que dizia vivia então os idos anos de finais de sessenta e contava-se a anedota da crise. Três pobres cheios de fome juntavam-se no Rossio e perguntavam-se o que haviam de fazer para conseguirem uma refeição, até que um deles tem uma ideia brilhante. Vamos para os urinóis (aqui tenho que fazer uma adaptação aos tempos que correm) calçamos uma luvas descartáveis depois de lavarmos as mãos como manda o Dr. Correia de Campos, pegamos na pila do homem que vem aflito fazer as suas necessidades e dizemos 5€ ou corto e mostramos a navalha, depois lavamos as mãos conforme manda o ministro calçamos as luvas e repetimos a dose. Muito importante cotação da pila. 1 Pila 5 €

Boa ideia dizem todos então vamos lá decidir para que urinóis vamos. (nova adaptação) Tu vais para o Colombo, tu vais para o Vasco da Gama e tu para a estação de comboios do Cais do Sodré.
Fica assim combinado, encontramo-nos então aqui todos às 18 horas para contarmos o dinheiro.

Ás 18 horas conforme combinado encontram-se e diz o primeiro que tinha estado no Colombo – Ena pá a vida correu-me bem, fiz 100€ e só cortei 2 pilas, comigo foi melhor diz o do Centro Comercial Vasco da Gama, não cortei nenhuma e fiz 150 €.
Vendo que o foi para o Cais do Sodré não se abria convidaram-no a falar diz lá então e tu? Bom eu só fiz 10€. Só? Exclamam os outros. Não se zanguem porque em compensação tenho aqui um saco cheio de pilas.

Conforme os tempos são de menor ou maior crise, assim se aumentam os dinheiros ou as pilas, é uma anedota muito dialéctica e dinâmica, uma vez que com se vê acompanha sempre o ritmo da crise ou da inflação ou do número no limiar da pobreza.

Lembrei-me desta anedota por causa da ultima greve da função pública e da mania que têm os governos e especialmente este, de que todos são estúpidos à excepção daqueles que com eles estão de acordo, à triste pantominice Sócrates versus Santana Lopes na Assembleia da Republica, tu tens mais culpas que eu e vice-versa, a mais recente reacção desabrida dos responsáveis pelo trajecto TGV às propostas que defendem o aeroporto em Alcochete, comentário do Ministro da Saúde sobre o relatório e contas sobre o Serviço Nacional de Saúde, e agora o enorme escândalo do banco BCP com enormíssimas culpas do Banco de Portugal e companhia ministerial, e com enorme promiscuidade entre poder politico e económico com todas inconvenientes e desconfianças que provocam, até à mais recentíssima morte de uma pessoa na urgência do Hospital de Aveiro, que todo o governo e acólitos têm culpa porque não é por falta de avisos que sobrecarregar unidade com o encerramento de outras tinha estas consequências.

Correia de Campos está muito melhor, às vezes já consegue falar com as pessoas mas dizer que se está nas tintas para a maneira como o tribunal de contas faz e apresenta as contas e que ele fará sempre como lhe der mais jeito, é mesmo não resistir a ser ele próprio. Atirar as culpas para cima dos outros como no caso do do BCP, e afirmar que nunca têm dúvidas e têm sempre razão, mesmo quando dizem que Portugal é um país bom para investimentos porque trabalhamos muito e barato e estaremos prontos a baixar os rendimentos ao nível dos chineses, ou dizer que o Alentejo é um deserto é mesmo o principio deste governo e das suas correias de transmissão.

A argumentação deste governo resume-se no fundo a uma de duas hipóteses.

1) Atirar areia para os olhos. O Presidente tem toda a razão, vocês têm toda a razão, retiramos de imediato as propostas e negociamos. O negócio só serve para tapar os olhos porque não negoceiam nada e fazem tudo como queriam e ainda dizem que fomos nós que quisemos assim.

2) Argumentação ” magister dixit” . Já na idade média que este argumento foi muito utilizado. Nesta época o argumento de autoridade também conhecido como” magister dixit” que é um argumento retórico ou falácia que defende que algo está certo porque alguma sumidade o disse. (ou seja Sócrates e quem o apoiar)

Resumindo ou estamos de acordo com o governo e companhia, ou não temos direito a ter opinião ou melhor temos mas se for diferente corta-se a cabeça. Não esqueçamos o que o Dr. Coelho disse: quem se mete com o PS leva, se não fizer diferença ignora-se.

Este tratamento arrogante e intolerante que o governo tem imposto leva muitas vezes a que as pessoas nomeados para os cargos intermédios de chefia queiram numa ânsia de mostrar serviço que são mais Sacristas que o Sócrates e temos então desmandos de autoritarismo impensáveis em democracia. Mas o pior é quem paga isto são sempre os mesmos, por isso vamos tendo cada vez mais pilas nos saco e manos euros nos bolsos.
Como já li num diário económico que o ano de 2008 vai ser pior que o de 2007, que a inflação na zona Euro subiu para 3% e só vamos ser aumentados em 2%, previno todos para que não se admirem de verem a cotação da pila a descer, Não me admiraria nada que por este andr e ao contrário do barril de petróleo qualquer dia a cotação seja 1 pila 1 euro, e quando esse dia chegar e por este andar não faltará muito não estaremos de tanga mas sim completamente nus e cheios de frio se for no Inverno.


De qualquer modo e mesmo com as previsões pessimistas de todos os analistas e indicadores, não posso deixar de desejar um óptimo e feliz ano para todos, e que o governo Sócrates caia depressa.


Castelo Branco 2008-01-05

Vasco Juzarte Rolo